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terça-feira, 10 de abril de 2012

A Moça Tecelã, por Marina Colasanti.

 A seguir temos ai um texto de Marina Colasanti, que retrata os dias de uma moça da qual passava suas manhãs, tardes e noites tecendo sua propria vida. Muito interessante! Vale a pena ler.


"Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite.  E logo sentava-se ao tear.
          Linha clara, para começar o dia.  Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
          Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
          Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo.  Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido.  Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
          Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
          Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
          Nada lhe faltava.  Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas.  E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido.  Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete.  E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
          Tecer era tudo o que fazia.  Tecer era tudo o que queria fazer.
          Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
          Não esperou o dia seguinte.  Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
          Nem precisou abrir.  O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
          Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
          E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu.  Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
          — Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.  E parecia justo, agora que eram dois.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
          Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.     — Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
          Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia.  Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
          Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.          — É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
          Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados.  Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
          E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros.  E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
         Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
          Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. 
          A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar.  Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas.  Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
          Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara.  E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte."

Livro: A Bola da Paixão , por Ronald Claver

 Um livro escrito por Ronald Claver, muito interessante e dinamico, um romance muito fofo que vale a pena ler. Os personagens principais são Cris e Paulinho, colegas de escola. No meio do texto ha algumas citações muito interessantes,  e relações muito inteligentes entre coisas inesperadas. - Por Thais




"Paulinho e Cris frequentam a mesma escola e são atletas: ele, do futebol; ela, do vôlei. Apaixonados, lêem Vinicius e Neruda, ouvem Renato Russo, se descobrem e descobrem o mundo. Como pano de fundo, os bastidores do futebol e do vôlei. Aos poucos, a vida os afasta: Paulinho torna-se jogador de futebol profissional, Cris ganha uma bolsa de estudos na Inglaterra. No entanto, nunca se esquecem um do outro. Até que Cris desconfia que aquele Paulo Angel que disputa na França o Mundial para o Brasil é o "seu" Paulinho. O texto é narrado na 1.ª pessoa (por Cris e por Paulinho), o texto é cheio de poesia. A história termina com a final Brasil vs França, na última Copa do século, onde os dois se reencontram. "
Vale a pena ler!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sindrome do Asperger

 Postamos este texto, pois nosso colega de classe, Giovanni, tem essa sindrome, e consegue interagir e conviver normalmente com os outros, e além de tudo desenha muito bem, a partir da materia dada em aula ele faz uma interpretação pela ilustração. Achamos interessante falar sobre isso, levando ele em conta.
Acessem aqui para ver alguns desenhos dele: http://pudimcru.blogspot.com.br/2012/04/convivendo-com-sindrome-de-asperger.html
                 -Por Thais


"A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do DSM, sendo fundida com o autismo
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários .
Um dos primeiros usos do termo "síndrome de Asperger" foi por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no DSM, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).
Alguns sintomas dos portadores desta síndrome são: dificuldade de interação social, dificuldades em processar e expressar emoções (o que leva outras pessoas a pensar erroneamente que eles não sentem empatia), interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto."

Estudo do meio

Dia 4 tivemos um estudo do meio para o Museu Paulista ( do Ipiranga ). Pra quem não sabe, estudo do meio é uma aula que nós fazemos fora da escola, como em museus, organizações e etc, para melhor aprendizado.
A viagem foi no dia 04/04/12, saimos da escola as 7:30. No onibus fomos acompanhados pelos 4º e 5º anos A e B. Os instrutores do Universo Lúdico que nos acompanharam foram o Teló e o Escova. Chegamos no museu mais ou menos as 10:30.
Aqui vão algumas fotos do Museu Paulista:

Entrada do museu. Felipe estava explicando sobre sua construção, entrega e objetivos.

Vista principal do segundo andar do museu, ao lado das escadarias.


 Em cima podemos ver a pintura "Independencia ou Morte" de Pedro Americo, também conhecido como Grito do Ipiranga. Foi pintado em 1888.

Moveis antigos
Dentro do Museu:
Dentro do museu haviam varias salas, como exemplo: a sala de armas, a sala de moveis, a de louças, a de vídeo e a exposição sobre as crianças da época.
 As louças eram muito bonitas, cheias de detalhes, nobres e grandes. Por todas essas características elas aparentavam ser caras.


Fora do Museu:
-Imagens:

O jardim era lindo, gigante, com fontes d'água, bancos, árvores, um gramado enorme.
Muitas pessoas vão lá para passear, andar de bicicleta ou skate, e visitar o museu.
O jardim tem um estilo meio Europeu, com os arbustos perfeitamente retos, fazendo caminhos.
Ele é bem perfeccionista.















Curiosidades:

-No século XIX o que fazia das pessoas ricas ou pobres, eram as armas. Dependentemente do tamanho e tipo da arma que você tinha, sua classe social era determinada.

-No século 19, uma nova classe social começa a se formar, a se estabelecer e a querer ter mais status sociais. A burguesia.Isso significa uma grande mudança na estrutura da sociedade e aí ocorre, também, uma grande transformação na estrutura das casas.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bullying


Bullying é um termo da língua inglesa que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em escolas, faculdades, no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos, ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, sendo que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino ou trabalho.